19 de março de 2010

Blog oficialmente ao abandono

 
Não porque não tenho o que escrever. Não porque me importe que ninguém me leia. Apenas porque ando em estado assumido de depressão, cansada, exaurida, farta...
 
Sometimes life sucks

24 de fevereiro de 2010

Madeira

 
Impressiona-me a violência das imagens, a frieza dos números, a realidade, o dia-a-dia de pessoas que tudo perderam e pensar que tantos ficaram sem vida.
 
Os CTT estão a recolher bens essencias para enviar para a Madeira. De uma forma muito simples. É só ir a um balcão e pedir a caixa solidário, escolher no destinatário Madeira e a ajuda chegará a quem mais precisa. Para ver aqui.
 
Eu vou ajudar. E tu?
 
 
 

23 de fevereiro de 2010

Onde está?!?

A sério que me interrogo onde pára a humildade, o profissionalismo, o empenho…

 

Há umas semanas tive necessidade de contratar 3 pessoas, para acompanharem um projecto, com carácter temporário.

Recorri a uma empresa de recrutamento temporário, fiz entrevistas e seleccionei 3 candidatas que cá estão, a fazer o trabalho para o qual foram contratadas, das 9 às 18h. Quer dizer… teoricamente das 9h às 18h.

Eu explico. Se nos primeiros dias eu chegava à empresa às 9h e as 3 almas já cá estavam e saiam às 18h em ponto… Dias após dia a coisa foi mudando. Principalmente com uma delas. Talvez a apalpar terreno começou por sair às 17.55h. Depois passou para as 17.50h e nos últimos tempos, 17.30h/17.40h e era vê-la levantar-se da cadeira e desaparecer. Se me perguntarem se o trabalho está a ser bem feito? Está. Se ela entra mais cedo e decide compensar saindo mais cedo. Talvez (não sei porque não chego antes das 9h para ver). Agora ser contratada para um trabalho das 9 às 18h, de 2ª à 6ª e achar que se pode sair mais cedo, porque sim, é coisa que não percebo.

 

Concordo que são as 3 licenciadas (uma delas até tirou a mesma licenciatura que eu), que estão a trabalhar numa situação precária. Ou melhor dizendo, nada que tenha a ver com as áreas em que se licenciaram, a trabalhar através de uma empresa de trabalho temporário, mas porra eu quando entrei nesta empresa, há 10 anos, tinha acabado de me licenciar, vim através de uma empresa similar, fazer um trabalho similar e 4 meses depois fui convidada para integrar os quadros, numa função que tinha tudo a ver com a área em que me licenciei. Porquê? Acredito que por ter feito um bom trabalho. Por me ter empenhado. Por chegar antes das 9h e sair à hora que fosse preciso. Por ser competente. Por estar disponível. Disponível para aprender e para trabalhar. E não vejo isto nesta pessoas. Então não estamos em crise? Não precisam de trabalhar (como me disseram nas entrevistas)?

Melhor ainda. Ou pior ainda. Foram chamadas à atenção para a obrigatoriedade de cumprir o horário de saída (não por mim, mas pela responsável da empresa de recrutamento, com quem ontem falei pedindo que esclarecesse o ponto) e tchanam… temos damas ofendidas. Não olham para mim. O bom dia ou boa tarde é dado sem levantar os olhos do computador e acabo de receber um e-mail da menina problema, a informar que vai sair às 17.33h porque entrou hoje às 8.33h. Sim, eu disse a informar. Está escrito assim, ipsis verbis.: "Após a recepção do e-mail da xpto acerca do horário de entrada  e saída e após ter falado com a mesma por telefone, o horário de entrada e saída será das 9h-18h. Gostaria ainda de informá-la que hoje sairei às 17h33 porque entrei às 08h33". Apetece-me chamá-la e perguntar-lhe qual a parte do contrato de trabalho que assinou onde está, preto no branco, o horário de trabalho, é que não percebeu.

 

Limitei-me a respirar fundo e pensar que amanhã é outro dia. E que tenho tantos problemas que este não será mais um. E que preciso de ter este projecto pronto em Abril e que se a mandar embora agora, tenho que recrutar nova pessoa, novo tempo de aprendizagem e não me posso dar a esse luxo. Se pudesse, hoje seria o dia de dizer a alguém que não dá. Que não serve. Que não cumpre.

 

Como diz o pediatra da M… Há pessoas que não tomam chá em pequeninas e depois dá nisto.

22 de fevereiro de 2010

bicho do mato

A semana foi para lá de cansativa. Dormi pouco toda a semana, mas 6ª feira estava animada com a perspectiva de uma Girls Night (um jantarinho de amigas, em casa de uma de nós). Pensei vou divertir-me. Dizer asneiradas e ouvir asneiradas. Não foi bem assim a história. O jantar estava animado. Muita converseta apesar de sermos menos do que habitual. Das 8 pessoas presentes, uma é minha amiga há mais de 10 anos (a melhor?), outra é minha conhecida há 7 ou 8 e recentemente posso dizer que somos amigas. Todas as outras entraram mais recentemente na minha vida. Há coisa de 6 meses. Com uma ou 2 tenho mais intimidade. Com as outras nem por isso. Uma das meninas lembrou-se de fazermos um jogo quando estávamos na sobremesa. Cada uma das presentes tinha que indicar a característica que melhor identificava cada uma das outras pessoas. E f*d @-se a verdade é que não estava preparada para o que dali veio.

Tirando as 2 pessoas de quem vos falei antes, todas as outras pessoas disseram que a característica com que me definiriam era a timidez ou ser uma pessoa discreta. Quem me conhece (e uma das presentes conhece-me mais que bem), percebeu na minha cara o meu enfado. Eu sei que sou uma pessoa recatada. Não sou de grandes conversas ou confianças com pessoas que não conheço. Se sou tímida? Sou. Se sou recatada? Sou. Se sou discreta? Sou… Mas sou tantas outras coisas… E a este jogo simples bateu-me forte que muitas vezes tenho pensado no tema (embora sem o confessar).
 
Serei assim tão bicho do mato? Será que é apenas isto que mostro às pessoas? Eu juro que quero acreditar que não…

19 de fevereiro de 2010

Pintar um carro com verniz de unhas

 
Se me dissessem e não visse com os meus olhos, diria que era mentira.
 
Uma excelente campanha de marketing viral da Fiat, para promoção do Fiat 500 Pink. Para ver aqui.

Sócrates chamou-lhe um Figo

 
Sou ingénua. Uma ingénua informada, que até teve 2 anos uma cadeira de marketing político, mas foi avisada para profissionalmente não ir por aí, que para fazê-lo à séria devia emigrar para os States ou para o Brasil (onde a coisa começava a pegar).
 
Quando a figura Sócrates apareceu, lembrei-me dos tempos ido de faculdade e das aulas apaixonantes de marketing político e pensei: Eh lá, que afinal já se vai fazendo qualquer coisa por aqui. É clara a mão de algum especialista na matéria na construção da personagem. Contra isso, nada.
Sou apartidária pelo que me é completamente indiferente de que partido é este ou aquele. Voto pelas ideias em que acredito e por comprar ou não o projecto e a pessoa que lhe dá rosto. O personagem Sócrates surgiu na altura que o País mais necessitava. Um político com pinta, com estilo, foi considerado um dos políticos mais elegantes e charmosos (parece coisa de actor de cinema, mas não... é o primeiro Ministro de Portugal).
Não digo que noutros governos a coisa não tenha sido igual. Se calhar eu é que não tinha maturidade (nem interesse absolutamente nenhum, diga-se) em ler sobre o tema, em manter-me informada.
 
Os recentes escândalos (e os não tão recentes, como o Freeport) têm-me levado a crer que podem ter escolhido a pessoa errada para o personagem. Mais ainda, têm-me levado a pensar que raio de liberdade é esta em que vivemos em que vivemos agrilhoados (muitas vezes, sem sequer darmos conta) a uma ditadura em que a informação é controlada e liberada ou castrada, de acordo com interesses superiores. E vimos já a Manuela Moura Guedes (cujo estilo não me convence) e o Mário Crespo, na mira do lápis azul.
Na semana passada foi notícia da vontade do governo em dominar e comprar um grupo de media, liderado pela PT com os seus administradores maravilha: não admira que a OPA (nada hóstil e que deu milhões a muitos... que o diga o Joe Berardo) da Sonae sobre a dita empresa, não tenha avançado. Com mão do governo pois claro. E que mão...
Hoje, acabo de ler que o Figo, o meu ídolo dos tempos de menina e moça, estará também embrulhado na teia. Porque terá recebido 250 mil euros anuais da PT (pasme-se) para apoiar a candidatura do senhor Primeiro Ministro. Pergunto-me se tinha necessidade. Até acredito que o dinheiro tenha sido para a fundação que o senhor detem. Mas vale a pena? Ser solidário e fazer o bem, desta forma obscura? A mim parece-me errado. Maiss errados ainda me parecem estes jogos em que governo e PT usam e abusam do velho ditado que diz que uma mão lava a outra e as duas lavam o rosto...

18 de fevereiro de 2010

E para minha surpresa o chocolate de leite marca continente, não é mau.
Para minha surpresa e desgraça, que mais de meio já lá vai...
Preferia milka.
Mas marcha.
Maldita tpm.